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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Próximio Castlevania no carnaval 2014 (vídeo). Mas qual é a polêmica do Lords of Shadow?


A KONAMI finalmente anuncia o lançamento do game que desfecha a saga Lords of Shadow do Castlevania. Mais abaixo, é possível ver alguns detalhes da aguardada jogabilidade:

Ao que parece pelo vídeo o novo jogo não se preocupou em fazer rupturas com a fórmula do primeiro da saga, ao menos em termos de jogabilidade. O fato é que a série Lords of Shadow tem sido alvo de severas críticas de fãs do Castlevania e vamos tentar entender por que.





O primeiríssimo jogo Castlevania, de 1986, seguia uma tendência comum nos jogos da época: a dificuldade. Conseguir zerar um game era tarefa para poucos devido aos lifes e continues muitos limitados e aos próprios obstáculos cabeludos. Compartilhar com amigos as dificuldades e tentar encontrar uma solução em turma (sempre off line, claro) era uma constante. Para exemplificar o desafio dos games antigos lembro de Spider-man vs The Kingpin que nunca consegui fechar: se M. J. caísse no caldeirão da batalha final era simplesmente o game over de verdade (sim, aquele que volta tudo).
Castlevania NES
Spider-man vs The Kingpin
A série Castlevania foi evoluíndo na filosofia inicial até que, em 1997, acontece o lançamento do Simphony of the Night (SotN). Nesta época os jogos já não priorizavam a dificuldade buscando expandir o público e o SotN inova rompendo com a estrutura linear e permitindo a exploração livre do cenário, mas do que isso o SON transformou a plataforma em um JRPG com elementos como desenvolvimento em níveis e uma pluralidade de itens que se conseguia a depender da LUCK. Enfim o jogo era fortuito e personalizável como todo bom RPG (vejam a matéria Porque eu vou jogar RPGs?). A ideia da Plataforma/RPG alavancada por Koji Igarashi (IGA) perdurou por muitos games provando que bons jogos não dependem de bons gráficos até que, na atual geração, a KONAMI resolveu fazer uma ruptura chamada Lords of the Shadow.
Castlevania - SotN

Lord of the Shadow tem sua trama como Spin-off da série (fora da cronologia). Não só a cronologia foi abandonada como também o estilo, agora Beat-up sem o característico RPG. O Castlevania foi drasticamente ocidentalizado com David Cox e sua Mercury Steam aproximando-se mais do God of War do que de seus predecessores. Não me entendam mal, é um jogão: é o mais belo gráfico Castlevania e o mais arrepiante enrredo (talvez pela participação do rei da trama: Hideo Kojima); mas David Cox parece que definitivamente não concorda com a ideia de RPG, o que poderia facilmente ser feito mantendo tudo de bom que a novidade trouxe.
Castlevania - Lord of Shadows
Depois de reclamações de fãs pedido o retorno às origens, o velho David respondeu com Mirror of the Fate: a jogabilidade voltou ao 2D explorativo, mas nada de RPG, parece que ele não entendeu; tirou o bom e não trouxe o melhor. Sem Kojima, David Cox já anunciou que a trama não será o foco de Lord of the Shadows 2 (sem RPG, sem exploração e agora sem trama) e os fãs estão preocupados. Acho muito bom o trabalho atual (ver melhores jogos de 360), mas o problema é que os fãs sempre esperam mais de um Castlevania como na era IGA. Bem de qualquer forma já se anunciou que este é o último trabalho de Cox na frente da franquia (lágrimas vão rolar) e certamente comprarei a expansão do primeiro Lords of the Shadow que chegará às lojas em fevereiro.
Castlevania Lords of the Shadow - Mirror of the Fate

E você? Prefere o estilo D. Cox ou IGA?


De David Brasil: psicólogo e apaixonado pela arte em pixels
arenadecimaarte@gmail.com

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